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MP-BA abre inquérito para apurar Kiss & Fly do Aeroporto de Salvador

MP-BA abre inquérito para apurar Kiss & Fly do Aeroporto de Salvador

Por Redação

27/04/2026 às 21:50

Imagem de MP-BA abre inquérito para apurar Kiss & Fly do Aeroporto de Salvador

Foto: Foto: Reprodução

O Ministério Público da Bahia abriu um inquérito civil para apurar o sistema de Kiss & Fly do Aeroporto Internacional de Salvador.  A ferramenta, que funciona por meio de cancelas, cobra motoristas que fiquem mais de dez minutos nas áreas de embarque e desembarque do aeroporto da capital baiana.

Conforme decisão, acessada pelo Aratu ON, o inquérito vai investigar supostas práticas abusivas e irregularidades do sistema instalado pela operação do estacionamento, a Administradora Geral de Estacionamentos S.A., ligada à marca Indigo. 

De acordo com o MP-BA, a medida chega após ser realizada uma pesquisa no último dia 08 de abril, um dia após o anúncio de instalação da plataforma. No levantamento, a entidade identificou, por meio do “ReclameAqui.com.br”, 13 reclamações registradas contra a “Concessionária do Aeroporto de Salvador”. 

 

O Ministério Público revelou que as principais práticas abusivas apontadas na pesquisa se tratavam da “cobrança de taxas abusivas” e de “embarques e desembarques”. No anúncio do inquérito, acessado pela reportagem, o MP mencionou ainda que a “Indigo determinou um tempo de tolerância de apenas dez minutos, o que inviabiliza paradas rápidas e gratuitas para embarque e desembarque de passageiros uma vez que a ultrapassagem desse curto intervalo implica a cobrança imediata do valor integral da primeira hora, fixado em R$ 20,00”. 

Além do inquérito do MP, o Aeroporto de Salvador foi alvo de uma denúncia ao Ministério Público Federal (MPF), por conta do novo sistema.  A denúncia acessada pela reportagem aponta que a medida “privatiza indevidamente vias públicas , viola o direito de locomoção e ignora pareceres técnicos municipais contrários à exploração econômica da área".

O autor da representação, o deputado federal Pastor Sargento Isidorio (Avante), argumentou que a cobrança prejudica cidadãos e motoristas de aplicativo. O parlamentar afirmou ainda que a ação “configura abuso contra o consumidor". 

Em nota enviada ao site, a Indigo Brasil comunicou que foi notificada pelo Ministério Público da Bahia em relação aos procedimentos operacionais em áreas de embarque e desembarque. A organização disse que está avaliando o assunto, “tendo como base a legislação vigente, e que prestará todos os esclarecimentos necessários dentro do prazo previsto pelo órgão”.

Aratu On

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